MP aponta excesso de ingressos e superlotação em jogos no Maracanã
Reprodução/oglobo.globo.com
Maraca

MP aponta excesso de ingressos e superlotação em jogos no Maracanã

Análise de planilhas e laudos levou o Ministério Público a investigar partidas de Flamengo e Fluminense no estádio. Clubes, Ferj, empresas prestadoras e o consórcio Fla-Flu Serviços foram chamados a apresentar esclarecimentos.

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: proteger hoje e garantir amanha. Auto, residencial, vida, saude e empresarial.
Por Redação Flu na Veia · 12 de setembro de 2026 às 01:42
Compartilhar

O Ministério Público constatou irregularidades na venda de ingressos e na ocupação de setores do Maracanã em partidas de Flamengo e Fluminense. A apuração considerou planilhas de público, laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além do acompanhamento presencial de jogos pelo Gaedest/MPRJ.

Segundo os documentos analisados, a capacidade do estádio é limitada atualmente a pouco mais de 73 mil pagantes. As planilhas indicaram público acima do permitido em determinados setores. O Fluminense teria disponibilizado mais ingressos do que a carga autorizada em cinco partidas, enquanto o Flamengo teria registrado excesso nos setores norte e das cadeiras cativas em pelo menos seis de 12 jogos sob suspeita.

A investigação também verificou que as catracas do Maracanã não bloqueiam automaticamente a entrada quando a capacidade é ultrapassada. O amistoso entre Brasil e Panamá, organizado pela CBF em maio, foi usado como parâmetro porque teve setores dentro dos limites previstos nos laudos de segurança.

Flamengo, Fluminense, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, empresas prestadoras de serviço e o consórcio Fla-Flu Serviços foram notificados para explicar os dados. O Fluminense negou a acusação e afirmou: “O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã”. O Flamengo não respondeu, e a Ferj informou que prestaria as informações solicitadas.

O MP também relatou dificuldades para acessar planilhas e dados de monitoramento em tempo real após o início do inquérito. A expectativa do órgão é avaliar, com base nas respostas, a possibilidade de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta para evitar a judicialização do caso. A Lei Geral do Esporte prevê proibição de atuação em estádios da própria cidade por até seis meses para equipes que vendam bilhetes acima da capacidade.

Fonte: oglobo.globo.com

PublicidadeAmbulare Vet: cuidado intensivo onde seu pet estiver, 24h no Rio de Janeiro. WhatsApp (21) 97120-1115.
Compartilhar
Direto da redação

Informação que importa, direto do Flu na Veia.

Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

Ao se inscrever, você aceita a nossa política de privacidade. Não vendemos seus dados.