MP apura ingressos acima da capacidade em setores do Maracanã
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Maraca

MP apura ingressos acima da capacidade em setores do Maracanã

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se Flamengo e Fluminense disponibilizaram ingressos acima do limite de setores do Maracanã. O órgão também apura se entradas comercializadas foram registradas corretamente nos borderôs das partidas.

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Por Redação Flu na Veia · 11 de setembro de 2026 às 09:37
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O inquérito civil foi instaurado em 26 de agosto pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ). A apuração envolve jogos realizados entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 e também inclui a administração do estádio, feita pelos clubes por meio da Fla-Flu Serviços S.A.

Segundo as informações divulgadas, há suspeita de que a quantidade de ingressos emitidos tenha ultrapassado a capacidade oficial de determinados setores. A investigação considera que isso pode ocorrer mesmo quando o público total do estádio fica abaixo da capacidade do Maracanã, já que cada área possui um limite próprio.

O MPRJ solicitou a lista completa de ingressos emitidos nas partidas analisadas, com a separação entre bilhetes vendidos, cortesias e gratuidades. O levantamento também deve indicar quantas pessoas efetivamente utilizaram os acessos e se existe justificativa técnica para eventuais excedentes.

A apuração ainda verifica se entradas comercializadas acima das cargas regulares foram refletidas nos borderôs, documentos que reúnem receitas de bilheteria e despesas da operação. A eventual diferença estimada poderia representar cerca de R$ 1 milhão por mês, mas não há conclusão sobre irregularidades ou responsabilização dos clubes.

Foram enviados ofícios ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e às empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution. O objetivo é comparar os registros sobre bilhetes gerados, comercializados e utilizados pelos torcedores.

A Lei Geral do Esporte prevê sistemas eletrônicos para controle do público e da movimentação financeira em arenas com mais de 20 mil lugares, além de sanções para a venda de ingressos acima da capacidade ou a permissão de público superior ao limite autorizado.

Fonte: bahianoticias.com.br

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