

MP-RJ investiga suspeita de superlotação em jogos de Flamengo e Fluminense
O Ministério Público do Rio de Janeiro apura a venda de ingressos acima dos limites permitidos no Maracanã em partidas envolvendo Flamengo e Fluminense. A investigação também analisa possíveis divergências nos registros de público e na movimentação financeira dos jogos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga suspeitas de superlotação em partidas de Flamengo e Fluminense no Maracanã. Segundo os documentos citados pela fonte, ingressos teriam sido comercializados acima da capacidade autorizada em setores do estádio, incluindo o norte e as cadeiras do setor oeste superior.
A apuração também verifica se a quantidade real de torcedores foi omitida nos borderôs. De acordo com as informações divulgadas, essa diferença poderia representar quase R$ 1 milhão em movimentação financeira não registrada oficialmente e influenciar o planejamento do policiamento nas partidas.
No caso do Flamengo, o foco está em jogos nos quais o setor norte teria recebido público acima do limite. Já em relação ao Fluminense, a investigação aponta venda de ingressos acima do permitido, embora não tenha indicado público superior à capacidade do estádio nas partidas analisadas. Os clubes também são citados por disponibilizarem ao menos mil ingressos além do limite das cadeiras cativas, cuja capacidade informada é de 5.019 torcedores.
Entre os jogos investigados estão Flamengo x Fluminense, pela final do Cariocão de 2026, além de partidas de cada clube contra adversários como Ceará, Bolívar, Vasco e Vitória. A lista também inclui confrontos do Flamengo contra Medellín, Bahia, Estudiantes, Palmeiras, Coritiba e São Paulo, e do Fluminense contra Deportivo La Guaira e Rivadavia.
A Fla-Flu Serviços S.A., Flamengo, Fluminense, FERJ e as empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution foram notificadas. O Fluminense afirmou que “não vende ingressos acima do limite de capacidade do Maracanã”, enquanto o Flamengo informou que se manifestará apenas no processo. As partes têm 15 dias para apresentar justificativas.
O caso está na fase de coleta de documentos. Segundo a fonte, uma eventual condenação com base no artigo 147 da Lei Geral do Esporte poderia resultar em até seis meses de perda de mando na cidade natal; também é apontada a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta para adequação às normas.
Fonte: portalleodias.com
Informação que importa, direto do Flu na Veia.
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