

MPRJ investiga venda de ingressos acima da capacidade no Maracanã
Investigação do Ministério Público aponta que Flamengo e Fluminense ofertaram entradas acima dos limites permitidos em setores do estádio. O caso envolve suspeitas sobre borderôs, segurança e possível desvio mensal de cerca de R$ 1 milhão.
Laudos e planilhas analisados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) indicam que Flamengo e Fluminense venderam ou disponibilizaram ingressos acima da capacidade autorizada em setores do Maracanã. A prática teria ocorrido desde o ano passado, principalmente no setor norte e nas cadeiras cativas, segundo a investigação.
O inquérito foi instaurado pelo Gaedest/MPRJ no fim de agosto e encaminhado à Promotoria de Justiça de Urbanismo. Fla-Flu Serviços S.A., empresas de venda e logística de ingressos, os dois clubes e a Ferj foram oficiados, mas, conforme a fonte, ainda não haviam apresentado explicações ao Ministério Público.
A apuração cita 12 partidas do Flamengo e cinco do Fluminense. Em alguns jogos do clube rubro-negro, laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar teriam apontado superlotação. A investigação também avalia se parte das entradas comercializadas não foi registrada corretamente nos borderôs, com estimativa de possível desvio de cerca de R$ 1 milhão por mês.
No caso do Flamengo, a suspeita envolve o setor norte e o oeste superior, criado nas cadeiras cativas. A investigação afirma que o setor norte teria recebido aproximadamente dois mil ingressos adicionais em determinadas partidas e que o sistema de catracas não bloqueia novas entradas quando o limite é atingido. Já nas cadeiras cativas, a capacidade indicada é de 5.019 pessoas, enquanto alguns jogos teriam registrado mais de seis mil presentes.
Em relação ao Fluminense, a investigação apontou oferta de ingressos acima da carga estabelecida, sem registro de público superior ao permitido nas cinco partidas analisadas. O setor oeste inferior teria permanecido fechado, enquanto outros espaços receberam uma quantidade maior de torcedores, situação que, segundo a apuração, também contrariaria a legislação.
O Fluminense negou a acusação em nota: “O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã”. O Flamengo não respondeu, e a Ferj informou que “prestará as informações solicitadas ao Ministério Público dentro do prazo estipulado”. As respostas devem ser encaminhadas ao MPRJ em até 15 dias, e a conduta investigada pode resultar em perda de mando de campo por até seis meses, conforme a Lei Geral do Esporte.
Fonte: oglobo.globo.com
Informação que importa, direto do Flu na Veia.
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